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Fertilização in vitro (FIV): conheça as etapas da técnica mais avançada da reprodução assistida




A reprodução assistida é uma das áreas da medicina, composta por diferentes técnicas, que aumentam as chances de gravidez quando há o diagnóstico de infertilidade, assim como de pessoas solteiras que desejam adiar os planos de gravidez.


Seu foco principal, portanto, é a reprodução humana, por isso é uma área diretamente relacionada a outras duas, ginecologia e urologia, uma vez que o conhecimento sobre o funcionamento do sistema reprodutor feminino ou masculino e doenças que os afetam é fundamental nesse processo.


Entre as técnicas de reprodução assistida disponíveis atualmente a fertilização in vitro (FIV) é a mais avançada.


Além do tratamento principal, realizado em diferentes etapas, que podem ser acompanhadas e controladas pelo especialista, reúne um conjunto de tecnologias complementares, possibilitando a solução de diferentes problemas, garantindo, dessa forma, maiores chances de sucesso.


Quer conhecer a FIV e saber como cada etapa funciona? É só continuar a leitura deste texto até o final.


Conheça melhor a FIV


A FIV é uma técnica de alta complexidade cujo objetivo é a fecundação de óvulos e espermatozoides em laboratório e a transferência dos embriões formados para o útero materno, onde implantam e desenvolvem até o nascimento.


Foi desenvolvida na década de 1970 para solucionar a infertilidade causada por obstruções nas tubas uterinas, no entanto, com o avanço da medicina e desenvolvimento tecnológico, atualmente possibilita o tratamento de praticamente todos os problemas de fertilidade, inclusive os mais graves, femininos e masculinos.


O tratamento de infertilidade masculina por fatores mais graves tornou-se possível a partir da década de 1990, quando a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) foi incorporada à FIV.


A FIV com ICSI é hoje o método mais utilizado pelas clínicas de reprodução assistida no mundo todo por proporcionar maiores chances de fecundação em comparação com a FIV clássica.


Com o desenvolvimento tecnológico surgiram diversas técnicas complementares ampliando ainda mais o alcance do tratamento e, consequentemente, os percentuais de sucesso proporcionados pela técnica.


Desde evitar a transmissão de doenças genéticas para as futuras gerações, por exemplo, ao maior controle de processos importantes para a implantação do embrião ser bem-sucedida, etapa fundamental, que marca o início da gestação.


Em 2013 o Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão que orienta as regras da reprodução assistida no Brasil, passou também a permitir a utilização das técnicas de reprodução assistida por pessoas solteiras.


A FIV, por exemplo, é a única técnica que permite a gravidez de mulheres que preservaram a fertilidade para adiar os planos de maternidade, a partir do congelamento dos óvulos.


Passo a passo da FIV


O tratamento por FIV é realizado em cinco etapas, estimulação ovariana e indução da ovulação, punção folicular e preparo seminal, fecundação, cultivo embrionário e transferência do embrião.


Antes, porém, os pacientes são submetidos a diferentes exames para detectar as possíveis causas de infertilidade.


O primeiro passo é a consulta inicial, quando são avaliados o histórico clínico e possíveis doenças anteriores ou cirurgias que possam resultar em alterações na fertilidade, incluindo infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O histórico familiar, além de outros critérios como o desejo de gravidez no momento ou a urgência em engravidar e a idade dos pacientes.


Na ocasião é realizado, ainda, o exame físico, para avaliar a saúde em geral e a reprodutiva, a partir da detecção de sintomas sugestivos de doenças que podem resultar em infertilidade, como alterações no volume uterino, dos ovários, presença de secreções ou outras anormalidades. A partir das informações iniciais são solicitados exames laboratoriais e de imagem.


Os resultados diagnósticos permitem personalizar o tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente.


Conheça, abaixo, o funcionamento de cada etapa da FIV:


Estimulação ovariana e indução da ovulação


A estimulação ovariana é a primeira etapa da FIV, comum também às outras técnicas de reprodução assistida. Como o nome indica, prevê a estimulação dos ovários por medicamentos hormonais para que mais folículos (bolsas que contém os óvulos) cresçam, desenvolvam e amadureçam e, dessa forma, uma quantidade maior de óvulos seja obtida para a fecundação.


Os medicamentos são administrados no início do ciclo menstrual. Exames de ultrassonografia transvaginal periódicos acompanham o desenvolvimento dos folículos e indicam o momento ideal para que novos medicamentos os induzam ao amadurecimento final e rompimento, quando liberam o óvulo durante a ovulação.


Punção folicular e preparo seminal

A ovulação ocorre em aproximadamente 36 horas após a administração dos medicamentos indutores. Durante esse período os folículos maduros são coletados por punção folicular e os óvulos posteriormente extraídos e selecionados em laboratório.


Enquanto a mulher é submetida à punção folicular o sêmen do parceiro é coletado. As amostras são enviadas em seguida para o preparo seminal, técnica que capacita os espermatozoides por diferentes métodos selecionando os mais saudáveis.


Fecundação

Na FIV com ICSI cada espermatozoide é novamente avaliado individualmente por um microscópio de alta magnificação antes de ser injetado diretamente no citoplasma do óvulo por um aparelho de precisão acoplado ao microscópio, o micromanipulador de gametas.


Cultivo embrionário

Os embriões formados pela fecundação são cultivados por até seis dias em laboratório. O processo é acompanhado diariamente, indicando a fase mais adequada, em cada caso, para

serem transferidos ao útero.


Transferência do embrião

A transferência do embrião pode ocorrer no segundo ou terceiro dia de desenvolvimento, na fase conhecida como D3 ou clivagem, quando ele ainda possui poucas células em divisão, ou no blastocisto, entre o quinto e sexto dia, fase em que as células já estão formadas e divididas por função. Quinze dias depois já é possível confirmar a gravidez.

Se não houver sucesso, a transferência é novamente repetida em um próximo ciclo: os embriões excedentes, ou seja, que não foram transferidos, são congelados após a transferência inicial.


Porém, embora os percentuais de sucesso da FIV considerem diferentes variantes, entre elas a idade da mulher, em geral são bastante expressivos por ciclo de tratamento.


Siga o link e saiba tudo sobre a FIV.