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Saiba tudo sobre a inseminação artificial



As técnicas de reprodução assistida, hoje, são bastante conhecidas por possibilitarem a

solução de diferentes problemas de fertilidade, feminina e masculina.

No entanto, é bastante comum que elas sejam confundidas, particularmente a inseminação

artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV). Muitas pessoas, por exemplo, utilizam o termo

“inseminar artificialmente” ao se referir à FIV, cujo o funcionamento é completamente

diferente da IA.

Este texto explica detalhadamente as etapas da inseminação artificial ajudando, dessa

forma, a entender melhor o funcionamento da técnica e a sua importância para aumentar as

chances de gravidez em diferentes situações.

É só continuar a leitura até o final para conhecer tudo sobre a IA.

Conheça melhor a inseminação artificial e as etapas do tratamento

A inseminação artificial (IA) ou inseminação intrauterina (IIU), é uma técnica considerada

de baixa complexidade, uma vez que prevê a fecundação de forma natural, nas tubas uterinas.

Os mecanismos da técnica são conhecidos desde o século XVIII, quando foi investigada pela

primeira vez como solução para a disfunção sexual masculina, ou seja, dificuldades de ereção

e ejaculação.

Com a evolução da medicina reprodutiva a inseminação artificial foi aprimorada e,

atualmente, possibilita o tratamento de diferentes fatores de infertilidade, masculina e

feminina, inclusive os que levaram à investigação inicial:


Indicações da inseminação artificial para infertilidade feminina

- Distúrbios de ovulação;

 -Síndrome dos ovários policísticos (SOP);

 -Endometriose nos estágios iniciais;

 -Problemas no muco cervical, secreção que protege a vagina contra a ascensão de

bactérias e facilita o transporte dos espermatozoides até as tubas uterinas durante o

período fértil;

 -Quando há cicatrizes no colo uterino, como consequência de infecções ou cirurgias,

dificultando a passagem dos espermatozoides.

-Indicações da IA para infertilidade masculina


 Quando há baixa concentração de espermatozoides no sêmen (oligozoospermia);

 Quando há pequenas alterações na morfologia (forma) e motilidade (movimento) dos

espermatozoides;

 Quando há problemas de disfunção sexual, como dificuldades em ter ou manter uma

ereção, ejaculação precoce ou pequenos volumes ejaculados;

A técnica também é indicada se o diagnóstico for de infertilidade sem causa aparente (ISCA),

assim definido nos casos em que os exames tradicionalmente realizados falharam em

identificar a causa.

O tratamento por inseminação artificial é realizado em três etapas: estimulação ovariana,

preparo seminal e inseminação.

Na estimulação ovariana os ovários da mulher são estimulados por medicamentos hormonais,

que induzem o desenvolvimento e amadurecimento de mais folículos (bolsas que contém o

óvulo). No ciclo natural, apenas um desenvolve, amadurece e rompe liberando o óvulo para

ser fecundado.

Como a fecundação acontece naturalmente, os ciclos são minimamente estimulados (as doses hormonais são baixas) para obter no máximo três óvulos, aumentando assim, as chances de fecundação.

A estimulação ovariana permite contornar, portanto, os distúrbios de ovulação, caracterizados

por dificuldades no desenvolvimento, amadurecimento e rompimento dos folículo, resultando

em ausência de ovulação (anovulação).

Considerados a principal causa de infertilidade feminina são consequência de diferentes

condições, principalmente da SOP, embora possam, da mesma forma, ser provocados por

endometriose inicial.

Enquanto a mulher é submetida à estimulação ovariana os espermatozoides do parceiro são

selecionados por técnicas de preparo seminal e apenas os mais saudáveis utilizados na

inseminação.

No processo natural, embora milhares de espermatozoides sejam ejaculados, a maioria é

naturalmente eliminada pelo organismo feminino, que reconhece os menos saudáveis para

fecundar o óvulo. Apenas um deles geralmente vence a corrida.

Pode-se dizer que a inseminação artificial otimiza esse processo, disponibilizando apenas

espermatozoides capacitados para disputar os óvulos disponíveis, também aumentando,

consequentemente, as chances de fecundação ao solucionar problemas com as anormalidades estruturais.


Na última etapa ocorre o processo de inseminação. Exames de ultrassonografia periódicos

indicam o momento que os folículos estão no tamanho ideal, preparados para romper e ovular.

Esse é o período mais fértil da mulher.


Os espermatozoide selecionados são então colocados em um cateter e depositados no útero da parceira. O procedimento de inseminação é simples, realizado na clínica de reprodução

assistida com a mulher em posição ginecológica (litotomia) apenas sob sedação, e não

necessita de nenhum tipo de repouso.

Ao inserir os espermatozoides diretamente no útero soluciona problemas de disfunção sexual, que motivaram o desenvolvimento da técnica.

Apesar de todos os benefícios, entretanto, a inseminação artificial pode apenas ser utilizada

por mulheres que não possuam nenhum problema na função tubária, incluindo obstruções que podem inibir a captação do óvulo e o transporte dos espermatozoides para fecundá-lo.

Além disso, a idade limite geralmente sugerida é de 35 anos, uma vez que a partir dos 36 anos os níveis da reserva ovariana, quantidade de folículos presentes nos ovários, naturalmente diminuem, assim como a qualidade dos óvulos.

Para esses casos e quando há fatores de infertilidade feminina ou masculina de maior

gravidade, é indicado o tratamento por fertilização in vitro, técnica mais complexa, em que

todas as etapas podem ser acompanhadas pelo especialista, algumas com maior controle,

incluindo a fecundação.


Quais são as taxas de sucesso proporcionadas pela IA

A inseminação artificial, quando bem indicada, proporciona ótimas chances de gravidez,

semelhantes às da gestação espontânea: entre 20% e 25% por ciclo de tratamento.

Ainda que em boa parte dos casos a fecundação aconteça ainda no primeiro ciclo, se não

houver sucesso, o tratamento pode ser repetido por até 3 ciclos, depois disso perde em

eficácia e a indicação também passa a ser fertilização in vitro.