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Técnicas de baixa complexidade

COITO PROGRAMADO (CP)

Consiste na estimulação ovariana por meio de medicamentos específicos e a monitorização do ciclo por ultrassonografia a fim de aumentar a chance de ocorrer a fertilização.  

A utilização dos medicamentos começa no início do ciclo menstrual, como no 2º ou 3º dia de menstruação e tem duração em média de 10 dias. A dosagem do medicamento bem como a escolha do tipo de administração deve levar em consideração fatores individuais de cada mulher.

Graças a esse processo de estimulação, os ovários produzem mais folículos e consequentemente mais óvulos. O crescimento desses folículos é acompanhado por ultrassonografia, normalmente a cada 2 dias e conforme o crescimento dos folículos e alcançado a dominância (em torno de 14mm de diâmetro médio), o acompanhamento passa a ser diário. Quando os folículos alcançarem esse tamanho ideal (18 a 21mm de diâmetro médio), é administrado outro hormônio (hCG) que provocará a ovulação dentro de aproximadamente 35 a 40 horas. Assim, o casal é orientado a manter relações sexuais nesse período de tempo para aumentar as chances de gravidez.

Um aspecto que deve ser levado em conta é a possibilidade de gestação gemelar, visto que a estimulação ovariana pode provocar mais de um folículo dominante e libera dois óvulos maduros. As chances de um casal engravidar por meio desta técnica é em torno de 10% a 12% e alguns fatores são determinantes para que se obtenha um bom resultado, como: idade da paciente, menos de 35 anos (pois quanto mais idade tiver a mulher, menor será a qualidade dos óvulos e menores são as chances de sucesso), é necessário que o casal tenha avaliações hormonais consideradas saudáveis, o homem deve apresentar avaliação de sêmen normal assim como a mulher precisa ter uma avaliação positiva das tubas uterinas e da produção de óvulos.

É a técnica mais simples dentro da reprodução assistida e geralmente o tratamento dá certo e muitas vezes na primeira tentativa, visto que os participantes são casais sem causa aparente de infertilidade.

Ocorrendo 3 tentativas de coito programado sem sucesso, o casal é orientado a partir para outra técnica de fertilização in vitro como a Inseminação intrauterina (IIU) ou a Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).  
 

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INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA (IIU)

 

É a segunda técnica considerada de baixa complexidade, consiste na inserção de uma amostra de sêmen do parceiro, previamente preparada em laboratório (a fim de selecionar os espermatozoides com maior qualidade e capacidade de fecundação) no interior do útero da esposa. Assim os espermatozoides percorrem as tubas uterinas, chegam até o óvulo, ocorre a fertilização e formação do embrião. A inseminação intrauterina pode ser realizada em ciclos estimulados ou em ciclos naturais (não estimulados).

Nos ciclos não estimulados, a inseminação é realizada entre o 12º e o 15º dias do ciclo menstrual (baseando-se como primeiro dia, o dia que aparece o fluxo menstrual), podendo ser necessária a realização de análises no sangue e/ou ultrassonografias para ajudar a determinar o momento em que ocorre a ovulação.

Nos ciclos estimulados a mulher toma medicamentos indutores da ovulação com o objetivo de aumentar a eficácia do procedimento induzindo o desenvolvimento folicular múltiplo, aumentando as probabilidades de sucesso. Dessa forma o desenvolvimento dos folículos é controlado através da realização de ultrassonografias (monitorização do crescimento folicular) e quando estes atingirem um tamanho ideal, é administrada uma injeção (hCG) que ajuda na liberação do óvulo maduro de dentro do folículo. Nestes casos, a inseminação deve ser feita 35 a 40 horas após a aplicação deste medicamento.

Quando o sêmen utilizado na IIU é do companheiro, o sêmen deve ser é colhido no próprio dia da inseminação, ou em alguns casos, pode-se usar amostra congelada. Em casos em que se utiliza sêmen de doador (amostra criopreservada), a mesma é descongelada no próprio dia do tratamento. É uma técnica indicada para casais com falha em três ciclos de coito programado, para pacientes anovulatórias (ciclo no qual os ovários falham em liberar um óvulo), nos casos de infertilidade sem causa aparente e em casos de fator masculino leve. Em linhas gerais, o objetivo é facilitar o encontro dos gametas, óvulo maduro e espermatozoides capacitados, a fim de que ocorra a fertilização.

A taxa de sucesso é em torno de 15% mas pode ser influenciada por diversos fatores tais como a idade da mulher, a gravidade do problema no homem, reserva ovariana, entre outros. Por se tratar de um processo simples e rápido, que envolve poucos minutos, a paciente é liberada após repousar por um breve período podendo retomar as suas atividades normais.

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Image by Kaylee Garrett

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